O Plano de Parto vai muito além de um simples documento com preferências. Ele é, antes de tudo, um ato psíquico de autoria e desejo. É o momento em que a mulher se coloca como sujeito do seu parto, alguém que não apenas será conduzida, mas quem detém conhecimento e toma decisões sobre o seu próprio corpo e o nascimento do seu filho.
Um exercício de escuta interna
Ao escrever um Plano de Parto, você não está apenas registrando escolhas práticas. Está a dar forma a algo mais profundo: o modo como deseja viver essa travessia. É um exercício de consciência que começa com perguntas essenciais:
O que você teme?
O que te conforta?
O que te faz sentir segura?
Que tipo de presença você precisa ao seu redor?
O que o parto desperta em si?
Muitas vezes, o parto desperta memórias inconscientes, dores antigas e desejos escondidos. Por isso, pensar sobre ele é também mergulhar em si mesma. É uma oportunidade para reconhecer o que é seu, o que vem das expectativas externas e o que, de fato, faz sentido para o seu corpo e para a sua história.
Um gesto de amor próprio
O parto é um encontro entre corpo, inconsciente e vida. Ter clareza sobre o que se deseja é um gesto de amor próprio, de cuidado com o bebé e de respeito com a mulher que você é.
Então, eu te pergunto: o que você realmente deseja para a sua hora?
Se sentir à vontade, partilhe nos comentários uma descoberta ou um desejo que surgiu ao pensar sobre o seu parto.
Sobre o autor: Sou doula e psicanalista, e dedico meu trabalho a acolher mulheres em suas transições - da gestação ao puerpério, da dor à descoberta de si.
Se você sente que é hora de buscar apoio, seja para o seu parto ou para suas questões emocionais, estou aqui para te ouvir. Entre em contato para agendar uma consulta ou tirar dúvidas.